Sonda InSight começará a coletar dados de Marte já em fevereiro


O governo dos Estados Unidos pode estar em modo de paralisação parcial, mas as operações para configurar instrumentos críticos para a missão InSight, da NASA, em Marte estão dentro do cronograma, e as coisas estão indo muito bem, como atesta a última atualização da missão.

Se alguém achou que a InSight estava na pior, sozinha em Marte, olha só essa selfie da sonda da NASA • A incrível imagem da superfície marciana enviada pela sonda InSight, da NASA

Ela veio em 20 de dezembro, após a implementação bem-sucedida do instrumento SEIS (ou Experimento Sísmico para Estrutura Interior) na superfície marciana. A configuração desse dispositivo em forma hexagonal ainda está em andamento, mas uma atualização da equipe do SEIS mostra que as coisas estão acontecendo como planejado. Durante as últimas semanas, engenheiros de missão nivelaram o sismômetro, manipularam o cabo que conecta a InSight ao dispositivo e, mais importante, equilibraram três dos seis sensores sísmicos internos do instrumento, ao mesmo tempo em que confirmaram sua funcionalidade.

Assim que o SEIS estiver em funcionamento, ele procurará por vibrações sísmicas, oferecendo uma visão geral da atividade interna do planeta vermelho. O dispositivo hexagonal repousa passivamente na superfície marciana, e um cabo o conecta à sondaInSight. O SEIS deve ser capaz de detectar as vibrações mais leves, incluindo as causadas por “marsquakes” (equivalentes aos terremotos) ou pelo impacto de um meteorito. Uma vez que esses dados importantes forem transmitidos para a Terra, os cientistas terão uma melhor compreensão do material que formou os primeiros planetas rochosos do Sistema Solar e, possivelmente, descobrirão se há água líquida ou plumas de vulcões ativos sob a superfície marciana.


Logo depois que o braço robótico da InSight colocou o SEIS na superfície, os engenheiros da missão descobriram que o dispositivo estava apoiado em uma encosta inclinada a 2,5 graus. Antecipando isso, o SEIS está equipado com três pernas configuráveis, cada uma das quais pode ser comandada remotamente para orientar o dispositivo ao longo dos planos horizontal e vertical. Uma operação para nivelar o instrumento em 27 de dezembro foi um sucesso.

O SEIS está agora perfeitamente nivelado com a superfície marciana, mas está muito elevado. O próximo passo, chamado de “nivelamento baixo”, verá o dispositivo se aproximar o máximo possível da superfície marciana para obter os melhores resultados de coleta de dados. Atualmente, as pernas do sismômetro estão na posição intermediária, portanto, os engenheiros de missão têm espaço para trabalhar. Quando estiver o mais baixo possível, o dispositivo será nivelado horizontalmente mais uma vez.

Os engenheiros da missão também conseguiram centralizar novamente sensores dentro do dispositivo. O SEIS está equipado com seis sensores sísmicos internos, três dos quais são de banda larga, chamados VVBs (Very Broad Band), e os outros três sendo sensores de período curto. Como Emily Lakdawalla escreveu em um artigo para a Planetary Society, os três VBBs foram centralizados novamente com sucesso e parecem estar funcionando:

Os VBBs são pêndulos montados em pivôs que são o mais próximo possível da ausência de atrito. Quando o solo se move, ele também coloca os pêndulos em movimento. Mas os movimentos que eles procuram detectar são incrivelmente pequenos, tão pequenos que, para terem qualquer esperança de detecção, os VBBs têm de operar em um vácuo e perfeitamente nivelados.

Os VBBs foram a maior dor de cabeça do desenvolvimento da missão InSight. A falha do desenvolvimento da câmara de vácuo foi o que levou ao dispendioso atraso de lançamento da InSight, mas os VBBs eram pedaços complicados de hardware mesmo antes desse problema. “Foi um caminho difícil de se chegar, onde tínhamos esses sensores de banda larga até o ponto em que eles estavam funcionando e podíamos confiar neles”, disse o cientista de projeto Bruce Banerdt. “Sempre tive essa preocupação no fundo da minha mente, de que chegaríamos a Marte e eles não funcionariam.”

Os engenheiros de missão comandaram os VBBs de modo a centralizar seus pêndulos em 31 de dezembro, mas eles não receberam confirmação dos resultados até 2 de janeiro — notícia que foi “recebida com muitos aplausos”, de acordo com a equipe do SEIS. Os frágeis VBBs sobreviveram à entrada e à aterrissagem atmosférica em Marte e estão coletando bons dados.

Por fim, os engenheiros da missão tiveram de fazer algumas tarefas de gerenciamento de cabos.


O cabo que conecta o SEIS à InSight se expande e se contrai drasticamente devido às flutuações significativas de temperatura ao longo do ciclo dia-noite marciano. Não é preciso nem dizer que um cabo que se embaralha na superfície e também está conectado a um sismômetro não é algo bom. Isso pode interferir na coleta de dados, trazendo ruídos indesejados. A equipe literalmente passou semanas tentando descobrir a melhor orientação para o cabo para isolá-lo o máximo possível do SEIS, o que eles estão fazendo ao tentar criar uma boa folga.


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